Li há algum tempo um artigo sobre a possibilidade dos vídeo jogos virem a ser considerados uma forma de arte mas a discordância ainda é grande.

Os defensores da ideia dizem que que um jogo de computador tem tanta capacidade ser uma forma de arte quanto filme.

Claro que alguns amantes da 7ª arte não concordam nem um pouco com tudo isto.

Não sei quando os vídeos jogos serão considerados arte mas tenho a certeza que essa altura vai chegar. Bom, pelos menos existem bons indícios disso ora vejam só estas imagens retiradas jogos.

http://www.intothepixel.com/artwork/2008_contest_winners.asp

5 Responses to “Vídeos jogos são uma forma de arte?”

  1. Marco Lopes Says:

    Não são e neste momento não caminham para vir a ser. Exporadicamente lá sai um com essa tendência , mas tal como acontece cada vez mais com os filmes, são mais para “encher o olho” do que arte.

    Assim de repente, lembro-me de dois jogos que têm alguma inspiração artística, ambos saídos das mãos do mesmo homem. Esses jogos são o inevitável Grim Fandango e o Psychonauts, também conhecido como o melhor jogo de 2005 que ninguém jogou.

  2. David Duarte Says:

    Bem, devo dizer que não estou de acordo. Para mim os jogos deviam ter o mesmo reconhecimento artístico que os filmes.

    Não quero dizer com isto que tudo o que se faz no mundo dos jogos é uma obra de arte. Mas isso não invalida o estatuto que os jogos merecem ter.

    Eu em minha casa tenho pendurado nas paredes quadros feitos por mim, que sem duvida não são obras de arte, mas isso não invalidade que a pintura seja considarada com tal.

    Não é todos os dias que aparecem obras de arte no jogos de vídeo mas elas existem.

    Já agora dá uma vista de olhos no Spore (http://www.spore.com/what/screensmovies)
    Saiu da imaginação do criador de Sim City.
    Não é fácil de perceber como se joga inicialmente mas é sem dúvida um jogo original de ambicioso.

    Ainda não joguei mas assim que jogar logo te digo se é uma obra de arte. :)

  3. Marco Lopes Says:

    Já conhecia o spore, por causa deste cartoon do ctrl-alt-del que goza com uma fenómeno chamado sporn, que tem a ver com pessoal que cria criaturas, como dizer… caralhiformes.

    Penso que a discordância está no que ambos consideramos arte. Eu não considero que o cinema só por si seja arte, penso que há alguns filmes que podem ser considerados arte. O mesmo se passa com a música, a pintura, o que for. E para mim os jogos não são excepção. Só acho que a redução do tamanho dos pixeis e a colagem dos cenários à realidade não ajuda nada a fazer “arte”.

    Pega num emulador de GrimE, o sucessor do ScummVM, joga o Grim Fandango e vais ver do que estou a falar. Não me lembro de nenhum jogo lhe chegar perto, nesse aspecto do que eu poderia considerar arte.

    PS: Se não quiseres perder o tempo com os “puzzles” do jogo em si, usa um walkthrough, para este tipo de experiência não deve prejudicar muito.

  4. David Duarte Says:

    Já vi que é mesmo a forma como olhamos para a arte. Descobri isso agora mesmo quando falaste no walktrough do Grim Fandango.

    Para um jogo ser considerado arte não precisa de bons gráficos. Se um jogo tem bons gráficos isso já é considerado arte a arte gráfica ou pintura.
    Nem precisa de ter uma boa história. Se um jogo tem uma boa história isso já é considerado arte ( existem escritores que ganham prémios importantes com a sua escrita )
    Nem mesmo precisa de ter boas animações. Se as tiver também pode ser considerado arte ( a cinematográfica )

    O que para mim faz um jogo ser uma forma de arte é a capacidade que o criador tem de o tornar apelativo, jogável, viciante. E como essa capacidade não é analítica ou cognitiva então calculo que venha da imaginação, da intuição, da inspiração. È claro que existem formas feitas ( assim como é pintores que emitam outros mais conhecidos ) mas isso não implica que não arte na arte de fazer um bom jogo.

    Atenção que não estou a dizer que o Grim Fandago não veio de inspiração do seu criador muito menos estou a dizer que é mau, mas calculo que um walktrough não me vá mostrar precisamente aquilo que acho que pode tornar um jogo arte.

    Para saber se é uma obra prima preciso de ver o prazer que sinto na interacção com o jogo.

  5. Marco Lopes Says:

    Três parágrafos a explicar o que considero arte e vais logo pegar no PS? Ainda por cima passando por cima do facto de eu ter dito que (…)para este tipo de experiência não deve prejudicar muito.

    Pegando nisto, não creio que o “walkthrough” prejudique em nada a interacção com o jogo. Não foi o caso do Grim Fandango, mas nos 4 Monkey Island, joguei-os todos mais do que uma vez. À segunda vez já sabia como resolver os puzzles, e isso não prejudicou em nada a experiência do jogo (aliás, alguns dos Monkey Island joguei até mais do que 3 vezes).

    Da mesma forma, quando vejo uma pintura pela segunda vez, esta não deixa de ser arte por eu já a conhecer. E não é por já ter ouvido J. S. Bach que deixo de achar que o que ele fez é arte.


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